transtorno.

Essa ansiedade já dói como um soco
Não vou fingir
Sorrisos sem brilho e nem cor
Eu não vou jogar seu jogo

Vou me libertar
Tentar chorar
E me machucar pra sarar
Deitar sem ar

Faça não doer
Faça tudo desaparecer
Tanto caos, toda voz
Diz que pra sobreviver
É preciso se esconder

Distante

Mal posso me enxergar, estou longe de mim
E só de pensar em voltar a me ver
Meus olhos fecham de novo

Vou me libertar
Tentar chorar
E me machucar pra sarar
Deitar sem ar
Sem ar
Deitar
Sem ar

O teto está prestes a cair
E o chão ameaça ruir
E eu já nem sei o que me prende aqui
O que me prende aqui?

Faça não doer
Faça tudo desaparecer
Tanto caos, toda voz
Diz que pra sobreviver
É preciso se esconder

Cinzeiro cheio é sinal de dor
Só mais um cigarro
Só mais um minuto sentado aqui
Só mais um segundo
Preparar, apontar, puxar o gatilho

menores atos

 

O retorno da Jedi

Não, pera hahahaha

Resolvi voltar, assim, do nada, sem pensar muito.

Eu realmente amo esse blog demais pra largá-lo… também vou voltar ao outro, mas esse eu realmente pretendo manter anônimo. hahah

Então, não acho que eu tenha muita coisa no momento a ser contada… Claro que do tempo do último post até hoje já coleciono algumas decepções, que novidade né?

Mas vida que segue… sigo esperando, apenas esperando…

Veremos se volto logo ou se demoro mais um pouco a voltar, espero ter um pouco de criatividade e inspiração pra escrever mais, mesmo que sejam algumas poucas porcarias ou desabafos…

 

Até mais, eu acho.

Ei, você que veio parar aqui, seja por me seguir, por ter me visto em algum lugar, jogado no Google, sei lá, hahaha

Deixa um comentário pra mim, nem precisa se identificar, só deixa um oi! ❤

See ya.

deduções.

Odeio reler aquilo que escrevo, mas resolvi entrar e ler como se eu fosse outra pessoa.

E é tão impressionante como é possível tirar tantas conclusões diferentes de um mesmo texto.

Eu poderia dizer que algum texto ou fase foi por estar sofrendo de amor. Ou sofrendo de viver. Ou qualquer outra coisa, quando nem era…

E isso serve pra qualquer texto, pois só quem escreveu sabe o real sentimento daquele momento, daquelas palavras.

É tudo uma questão de perspectiva. Eu acho que a sua opinião sobre um bom livro pode ser influenciada pelo momento da vida que você o leu.

Por isso eu gosto de ler os meus livros preferidos duas vezes, com certo intervalo. É bom pra ver também o quanto eu mudei, quanto minha visão mudou, amadureceu ou regrediu.

É incrível que dependendo da pessoa e das visões  que cada um tem de mundo, a opinião sobre uma mesma frase pode ser muito distinta.

Pensando dessa forma, aprendi a deduzir menos, observar mais, tirar menos conclusões pois “pensei que fosse isso” nem sempre está correto. E opiniões mudam.

A verdade é que quase nunca estas deduções são realmente corretas, mesmo quando conhecemos, ou achamos que conhecemos bem alguém.

E esse alguém pode ser nós mesmos.

Unthought Known

Todos os pensamentos que você nunca viu
Você está sempre pensando neles
A mente é ampla, a mente é profunda
Oh, você está afundando?

Sinta o caminho a cada dia
Que estrada você está tomando?
Respirando com dificuldade, preparando forragem.
Sim, isso é viver

Procure pelo amor evidente
Aquele que vale a pena manter
Engolido por inteiro em negativos
É tão triste e revoltante

Sinta o ar lá em cima
Oh, piscina de céu azul
Inspire o ar de amor
Com a luz das estrelas na escuridão

Sinta o céu cobrindo você
Com jóias e pedras preciosas!!!
Veja o caminho cortado pela lua
Para você percorrê-lo

Para você percorrê-lo

Nada mais, nada mais
Nada lá, nada aqui
Nada mais, nada mais
Nada existe, nada
Nada mais, nada mais
Nada lá, nada aqui

Veja o caminho cortado pela lua
Para você percorre-lo
Observe as ondas nas distantes praias
Aguardando a sua chegada

Sonhe os sonhos de outros homens
Você não será o rival de ninguém
Nade as nadadas de outros, então
Você não será o rival de ninguém

Você não será o rival de ninguém

Um outro tempo, um espaço distante
É onde nós estamos vivendo
Um outro tempo, um lugar distante
Então, o que você doa?
O que você oferece?

Pearl Jam

Papéis.

Encontrei papéis e uns cadernos antigos, bem antigos. Encontrei também rascunhos de textos e textos completos no notebook, mas não tão antigos quanto os papéis.

É uma pena que eu deteste ler tudo o que eu já escrevi e dei como terminado. É como se fosse um tipo de memória que eu não quero voltar nela. Mas, como as memórias, algumas vezes é inevitável ignorar. Mas, mesmo eu não sendo lá uma pessoa que escreva maravilhosamente bem, alguns textos tem até que uma ideia legal e eu gostaria de postá-los. Para isso, eu preciso lê-los. Mas não sei encarar toda a bagunça das palavras, e organizar, porque aquele momento que escrevi era o momento do sentimento. E nem sempre eu quero voltar lá.

Acho que vou ler alguns, quem sabe reescrevendo, sai algo aceitável… porque é evidente que eu sou uma pessoa diferente hoje, a cada dia, mas ao mesmo tempo nada mudou e eu continuo tão igual, que eu tenho certeza que algumas anotações ainda irão fazer sentido. Talvez, mais sentido do que faziam quando as escrevi, em algum momento aleatório dos meus 25 anos.

 

Tô velha… eu escrevia em pedaços de papel. E ainda prefiro.

eu não quero ser o que você quer que eu seja.

Esse título parece até coisa de adolescente. Como se eu simplesmente não quisesse seguir uma carreira que minha mãe me obriga, por exemplo. Quem dera.

Não sei quem foi a pessoa falsa que te mostrou aquilo. E eu não me importo. Achei engraçado como tu se ofendestes, afinal se tu não tinha culpa, né?

Mas tinha. Foi pouco, não foi nada, tem gente que sofre coisa pior. Não foi suficiente pra um trauma, na maioria das opiniões (não que eu tenha pedido). Mas na minha inocência, achando aquilo normal, nunca disse nada. Até que, finalmente pude enxergar que sim, tinha algo errado. E se tu não tinha culpa, se eu estava te difamando com uma hashtag, porque se doeu? Achei engraçado. Não me importo.

Obviamente, não me arrependi pelo conteúdo, mas por não ter limitado as visualizações. Mas não esperava que tu fosse me encher, como já estava tentando há um tempo. Com suas pseudo-ameaças, as quais tenho provas com várias pessoas, com sua infantilidade que sempre foi tua característica. Sua tentativa cômica e triste de me atingir. Eu não me acho bonita, mas sei que não sou tão feia, então ignorei essa tentativa de insulto infeliz. Na verdade eu achei bem engraçado, até. rs Só conseguia me arrancar risadas. E com certeza o teu objetivo eram minhas lágrimas.

 

E de fato, elas são presentes na minha vida.

A segunda parte me atingiu sim, em partes. Bom, eu estava sim no fundo do poço em uma época. Talvez eu volte ou esteja voltando, ou já esteja nele de novo e não percebi. Mas eu me recuso a ser o que você quer que eu seja. Infeliz, depressiva, bipolar, instável, ansiosa. Eu me recuso. Eu vou lutar com todas as minhas forças pra não sucumbir, pra não afundar. Mas criatura, tu não vai ter o que tu quer.

Eu posso ter receio, talvez medo de te encontrar na rua, pois caráter você não tem muito. Afinal, sei de histórias suas que provam isso, fora o que vi com meus olhos. Enfim.

Mas me recuso a ser como você quer. Eu vou lutar. Eu vou deixar minha insônia, meus pensamentos duvidosos e tudo o mais. Não preciso provar nada pra você, mas minha tristeza você não terá.

Aliás, eu te perdoo, viu? Tudo o que eu tenho pra te oferecer é pena.

Este texto não foi pra dizer que tu ainda vive na minha cabeça: não, tu não tem nenhuma parte de mim. Mas essa noite de insônia me fez perceber que eu não quero e não devo ser triste. Eu não vou ceder aos desejos daqueles que possam desejar isso. Mas eu nunca tive inimigos, e a única pessoa que poderia desejar meu mal é tu. Então, é só um recadinho. Se há mais alguém, fica o recado também. O texto é meu, somente meu, e não seu. Eu passei dessa fase desde 2013.

Fui ali, ser feliz nos pequenos momentos. E volto. Cada vez mais forte.

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