desabafos aleatórios.

Eu sinto sua falta. Saudades, sabe?
Mas… Não acho que você sente a minha.
E eu ainda to com raiva, meses depois, sim. Porque eu poderia ter aproveitado mais tempo com você. Mesmo sem fazer nada.
Mas não, sabe-se lá por que, não pude. Talvez fosse pedido, combinado, pode ter sido por escolha sua. Mas “não deu”. E vocês combinando coisas e nem pra me avisar antes… se eu não pergunto, né?

E ficou todo mundo, todo mundo, inclusive amigos que, caso eu estivesse dando uma de louca, me falariam. Todo mundo achou meio absurdo esse tempo não ser maior comigo. Tudo bem querer dividir esse tempo, mas dividir. DIVIDIR. Não foi dividido, e se teve mais tempo é porque eu fiquei claramente chateada e quis implorar. Ou você percebeu que eu tava quase chorando e mudou de ideia sobre ficar um pouco mais? Então deixa eu te revelar: não tava com tanta cólica não. Era uma desculpa caso eu não conseguisse segurar mais o choro porque bem, claramente você não queria ficar, você queria voltar. Foi pra me agradar. E eu odeio que façam algo só pra me agradar. Se vai fazer então não deixa eu perceber. Até pela pressa em ir embora de manhã.

Não vou nem entrar no mérito importância, porque seria cruel, mas não vou dizer que não pensei dessa forma, porque eu pensei. É que talvez fosse cruel comigo. Assumir ou enxergar que, realmente, eu acho que tinha mais importância do que realmente tinha. Aquela coisa da expectativa ser culpa da gente por nos darmos mais importância do que temos realmente.
A expectativa às vezes é culpa nossa. Nos sentimos/achamos mais importantes do que realmente somos, sendo que às vezes tá claro que estamos errados…

Eu tenho medo de não ter mais nenhum dia pra aproveitar. De ter tido só aqueles e não ter aproveitado. E não te ver mais. E eu me sinto sim sem importância às vezes. Eu tenho medo de que, se houver outras chances, elas continuam tendo que ser compartilhadas dessa forma.

Não sou egoísta assim, como pode soar, eu juro que não sou. Mas foi muito ruim, sabe? E eu, uma pessoa que preza os amigos porque são eles que nos seguram quando as coisas dão errado, não posso confrontar isso, não é? Iria contra o que eu mesma acho.

E me incomoda, porque eu to sempre com saudades, mas não recebo um “to com saudade também.” Não sinto como se eu tivesse deixado marca. Não sinto como se fosse verdade, às vezes, que tenha continuado. Por quê? Por que isso continuou?

E que por isso eu simplesmente decidi não falar mais o óbvio. Porque não se pode fazer nada mesmo, né? Com essa saudade, com essa “competição” (mas eu não estou competindo, nunca estive… só foi… ruim…)

Ok, não é seu jeito ficar falando essas coisas, eu entendo de verdade isso. Mas ao mesmo tempo, se tu não sentisse saudade, por que continuaria aqui?

Eu preciso saber que coisas que eu falo que incomodam, que você não gosta, que são meio “ei, não posso fazer nada, por que você tá me dizendo isso?”

Sei que não é costume, mas sempre, sempre que pergunto “tudo bem” você não retribui pra saber se eu to bem. Outro dia eu tava com dor de estômago e não vi um “melhorou”? Eu também esqueço de perguntar quando tenho muita intimidade com a pessoa, já chego falando. Passa batido. Assim como esqueço de perguntar depois se melhoraram, quando falam que não estão bem. Mas com você eu não esqueço. E droga, isso sim já foi conversado antes. Mas não adiantou nada…

Por que parece que só eu sou “esquecida”, deixada pra depois e sim, to falando de mensagens ignoradas também.

E principalmente, eu odeio muito me irritar com essas coisas porque em parte são sim, bobagens, tem tanta coisa pior, tanta gente pior, atitude pior, e tudo que eu faço é me incomodar com as pequenas coisas.

Óbvio que não poderia ser perfeito, sinceramente nem quero que seja. Mas… alguns pontos fazem tanto sentido…

Ainda assim, consigo agradecer por esse relacionamento. Mas será que nunca brigamos porque eu nunca falei a maioria das coisas aqui?

Isso poderia ser conversado e resolvido, mas eu não quero.

Eu sempre sou a louca, a carente, a que vê coisa e interpreta coisa onde não tem. E quem disse isso foi a minha cabeça. Talvez uns sonhos. Inseguranças, sim. É por isso que eu to escrevendo em vez de falar, pra esvaziar e pensar de fora. Ver o que é verdade e o que faz sentido. Medir. Ponderar.

Fim de desabafo.

 

[ se você me conhece, eu não lembro pra quem já passei esse blog. ignora. mas eu realmente gostaria que você se pronunciasse e me falasse que lê aqui. não vou parar de postar por isso, e agradeceria muito. ]

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problemas de humor, auto dúvida e aleatoriedades

Quando comecei este blog, postei uma tradução sobre a música do The Killers, o que eu acredito que traga algumas pessoas até aqui de vez em quando.

Não me lembro muito bem de qual era meu objetivo quando criei, mas a julgar pela url escolhida (também inspirada na música do The Killers, Read My Mind), nada mais justo do que eu expor a minha mente tanto quanto eu conseguir…talvez como forma de terapia.

Enfim, eu nem sei porque abri esse post aqui, mas cá estou. Há uns dias eu estou tentando monitorar meu humor para saber qual a frequência que dura minhas “fases” depressivas/humor normal sem motivo aparente para estas viradas e como uma forma de ajuda futura caso eu procure ou precise de ajuda especializada.

Eu claramente tenho problemas com humor desde que eu era criança e não tenho objetivo de buscar nomes pela internet, mas entender como eu reajo e como estas mudanças acontecem, além de prestar atenção no quanto e como me prejudicam.

Mas ao mesmo tempo duvido se isso tudo não é coisa da minha cabeça e estou simplesmente exagerando. Vejo amigos e pessoas nas redes sociais pedindo ajuda e com motivo pra isso, até as crises deles parecem mais realistas do que as minhas frescuras. Ou seja, o que eu tenho são crises mesmo? Ou eu me seguro tanto que até no descontrole eu tento ter controle? Sei que cada pessoa reage a tal coisa de forma diferente, mas eu pareço forçada até pra mim. Como se eu não tivesse o direito, os motivos de me sentir mal assim ou de dizer que me sinto quando há pessoas que se encaixam certo e conseguem respostas. E parece que eu nunca vou conseguir porque não tem uma resposta pra conseguir. Eu sou “normal” e quero aparecer, talvez, inventar coisas. Eu posso nem ter sido mesmo diagnosticada com TAG e inventei. Não confio em mim.

Eu costumo lembrar que tentei “ir dessa pra melhor” várias vezes. Perdi as contas, devem ter sido mais de 16 vezes. Mas foi mesmo? Eu nunca fui parar em hospitais, ninguém jamais ficou sabendo. Se machucar arranhando quando pessoas mais corajosas e que não fingem, cortam até aparecer a carne… vão parar em internações. Eu sou só uma pessoa querendo atenção mesmo? Querendo ter uma justificativa, não que eu seja uma má pessoa ou vá usar isso pra justificar algum comportamento, mas… é complicado.

Eu ainda saio de casa, consigo fazer as coisas, comer. Tem gente que quer e não consegue por causa da depressão. E eu fazendo caso…

Eu sei que eu não gosto de comparações e que não se faz. Mas olhando apenas pra mim, nem eu me levaria a sério.

Enfim. Vou monitorar meu humor e nem sei por quê. Mas vamos ver.

 

a moda da ansiedade

o corpo todo dói

as palavras de atropelam

eu não aguento mais

os joelhos doem, todos os músculos doem, maxilar tensionado

ombros, costas

dor

choro preso

vontade de quebrar tudo

raiva

[por que eu sou assim?

nunca melhora, nunca vai.

não vou pedir ajuda, ninguém pode fazer isso]

[eu quero correr, eu quero fugir

sair de mim

se ainda fosse só isso

nunca é só isso]

 

coceira, nervoso, irritação, depressão

palavras se embaralhando, fluindo, saindo, sem sentido,

dor no peito, dor de cabeça, dor no corpo, calafrios, temores e tremores

você vai embora

não quero que você vá mas você deveria

 

[misto, eles dizem]

 

[é só moda

você não tem nada

a psicóloga não te deu um laudo, só palavras

então você não pode provar que não faz parte da moda

outras pessoas estão piores

e talvez precisando de você

mas você  não tá lá

sua inútil]

 

me desculpa

vou explodir

mas não repara na bagunça

e não precisa juntar os pedaços

[me deixa pra lá

eu sou um problema meu

vou ali explodir

não repara na bagunça]

toda ajuda é bem-vinda?

recebi uma mensagem pedindo ajuda.
um amigo em comum estava precisando de um pouco de atenção.
a situação parecia muito urgente, mandei mensagem.
entendo não ter sido vista, não é sobre isso, é sobre não conseguir ajudar.

não sei mais se eu gostar de ajudar envolve as outras pessoas ou um pouco do meu ego, mas se envolver, até onde tem mal nisso?

digo, é a única forma de me sentir útil, de querer estar um pouco no mundo. então é egoísta sim, mas ao mesmo tempo eu merecia um desconto? ou não?

o amigo está bem, no momento, mas se outra pessoa precisar e eu não conseguir ajudar de alguma forma, mas por ser inútil mesmo… porque sempre tento.

desculpem a vocês. que não consigo ajudar. ou ser confiável o suficiente pra isso.

as pessoas simplesmente acho que cansaram. porque eu só vivo tentando mas nunca consigo. nem vou. o problema é que, eu tinha tido isso como missão e acabou que não tenho mais. na boa mesmo, to aqui pra que?

é como se todos os problemas e pensamentos fossem forçados, como se eu quisesse senti-los. Mas eu não controlo quando eles vêm. E ainda assim sinto como se a culpa fosse sim minha, porque eu podia tentar mais e reclamar menos, já que tanta gente aí tá passando batalhas realmente ruins, de verdade, passaram por coisas difíceis de verdade.

e não minhas frescuras.

queria deixá-las. mas não consigo.

não sei, eu só não sei. queria dormir até o corpo ficar cansado e começar a se consumir por dentro… isso já parece estar acontecendo. e não há razões pra isso.

 

eu escolho ficar bem.

mas não vou comemorar.

eu vou me fechar, virar um casulo, mas eu nunca vou sair dele

nunca gostei de desabafar mesmo, nunca tive esse hábito e mesmo depois que fiz algumas vezes, me arrependia e sentia um peso e ainda pior

não quero perturbar ninguém nunca mais

então eu escolho estar sempre bem, mas não como você fala que tá sempre bem mas dá sinais e dicas que não está. Não, dessa vez você vai conseguir.

Eu sei que você odeia mentir pra qualquer pessoa e vai se sentir culpada no começo, ou talvez se sinta sempre e acabe desabando uma hora. Mas olha só, é necessário. As pessoas não procuram mais. Não esperam por sua ajuda. Se essa for minha missão, ajudar, então falhei. Talvez reclamasse, talvez sentisse o egoísmo alheio quando sequer perguntavam se você tava bem… mas por isso mesmo é melhor formar esse casulo resistente, de adamantium. Ninguém nunca quis perfurar quando ele era de pele, então faça-o mais resistente e aprenda a tirar a transparência dele.

Ninguém vai ver ou se interessar pelo interior, então a casca brilhante e colorida prevalecerá e você pode continuar tendo alguma utilidade sem sentir tanto o desejo de rasgar essa casca por dentro, lentamente, dolorosamente da forma que tu acha que merece…. e merece.

E quando você busca motivo pra esse ódio, porque você não odeia ninguém, não consegue, mas direciona todo a você. Então quando você busca você pode até não achar um motivo sólido, mas sabe que merece, sente que sim.

mas vou ficar bem, ainda que risque por dentro contando os dias pra finalmente mostrar e deixar a lama escapar. Ou morrerá assim, no veneno por dentro. Tanto faz.

 

[conversa comigo mesma]

a descoberta

e a dúvida.

Vi esse filme ontem, na verdade eu comecei a ver tem bastante tempo – umas semanas – mas só terminei ontem. Enfim, amei.

Um comentário rápido, apesar de saber que muita gente escolheria esse caminho, eu queria que descobrissem algo assim…

Eu ia escrever sobre umas dúvidas sobre este tema e sobre mim, mas decidi agora de última hora mudar o tema.

Afinal eu nem sei direito o que eu ia escrever aqui…

Em vez de desmembrar tais questões que acabariam por me expor demais, mesmo que eu nunca ache que vá associar esse blog comigo, vou me perguntar sobre isso.

Sobre o que eu posso escrever aqui, o quanto de mim posso continuar mostrando, as ideias, a velocidade que elas surgem e são jogadas contra mim… o quanto eu posso mostrar porque eu lembro que quando criei isso aqui, eu cheguei a divulgar pra algumas pessoas e até no meu perfil pessoal… então não sei quem/se alguém que sabe que sou eu, lê aqui. E eu me sentiria pessoalmente invadida… já estou evitando meu perfil em certa rede social por causa disso, por ter pessoas conhecidas lá que sempre que posto algo, ou perguntam me deixando um pouco constrangida, ou simplesmente tiram conclusões sem me perguntar antes. Mas eu entendo e aprecio a preocupação. Só que esses pensamentos não vão embora. Acaba sendo em vão e eu odeio preocupar pessoas, mas às vezes preciso deixar sair. Enfim, não quero me sentir exposta aqui, mas vulnerável sim porque quero ter essa liberdade de escrever o que vier à cabeça, não importa quão perturbador ou auto destrutivo seja. Não cheguei lá até hoje, ainda há o que me segure, meu medo é não ter mais. Mas até assim eu nem me preocupo tanto.

 

Devo continuar.

Se u me lê e sabe que eu sou eu, bom… agora você sabe o quanto eu odeio esse ser que vos escreve. Ou talvez não odeie tanto assim, mas amar… não.

Quem sabe um dia eu aprenda. Não está nos planos, porque eu não consigo me importar de verdade, embora me preocupe às vezes.

Tá. Chega.

Final de tarde, 17:20h. 22 de maio de 2017.

Perco os meus caminhos 

Me perco não me encontro mais em mim 

No espelho uma estranha 

Nada faz sentido 

Tudo faz sentir 

Nada faz sentir 

Vazio 

Apatia

Agitação 

Irritação 

Raiva

Ansiedade

Quem protagoniza dessa vez?
Os pensamentos conflitantes colidem e brigam entre si 

O corpo quer a cama quer a alma quer a calma quer correr quer o leito quer a morte 

A mente quer a luta quer parar quer trabalhar quer a morte 

É o desejo comum 

Sob quais lentes ver o mundo certo? Por que tão errado confuso doente maldoso? 

De todas as cores não é preto e branco que enxergo 

O mundo é sim uma explosão de cores

“Depende pra onde você escolheu olhar”

Preto e branco sou eu 

Uma explosão de dores 

Que não fazem sentido nem pra mim 

Eu queria ser o seu estúpido cachorro

Que você me olhasse como olha pra ele 

Cuidasse com satisfação como cuida dele 

Se importasse como se importa com ele 

Tratasse como filho, coisa que sou, mas quem recebe o tratamento é ele 

Não seria um peso 

Não daria trabalho 

Não daria desgosto afinal eu seria um cachorro 

Não seria inútil, preguiçosa, ingrata, depressiva, ciumenta e, mesmo se fosse, tudo bem, eu seria apenas um cachorro

Mas não é ciúme meu. Todo mundo já viu. Essa devoção, porque passou de amor, mas ainda é

Eu queria que você me amasse como ama a ele.

eu to tentando

eu to tentando não pensar em tudo que pode e provavelmente será

dívidas viram bola de neve e ainda que eu consiga emprestado, não saber como pagar depois me apavora

eu to tentando não chorar porque isso me abre espaço pra escuridão toda entrar e eu não quero

ela nunca foi embora na verdade, mas eu pelo menos to conseguindo evitá-la, disfarçar.

 

até quando?

 

sobre confiança.

este não é um post sobre confiança em mim mesma ou sobre confiança em alguém. é sobre as pessoas confiarem em mim.

sempre confiaram, sempre me procuraram pra contar e esvaziar de seus problemas. não sei o que aconteceu, mas as pessoas estão parando. parece que evitando, eu deixei de ser confiável? em que ponto?

cansei das pessoas conversando comigo sobre como elas não têm amigos ou não tem ninguém, como não tem ninguém pra contar… peraí. tudo bem, às vezes o contexto é outro, aliás até meu contexto mesmo é outro, mas enfim, seguimos.

elas não estão contando mais comigo… estaria eu ficando boba, inútil? será que nem isso posso fazer mais, ou as pessoas acham que me incomodam como eu incomodo eles?
porque não incomodam. ao parar de me deixar ajudar, me incomoda. ao parar de confiar em mim, isso sim me incomoda… mas não os culpo.

eu ando bem inútil ultimamente, cada vez mais, então… não os culpo.