toda ajuda é bem-vinda?

recebi uma mensagem pedindo ajuda.
um amigo em comum estava precisando de um pouco de atenção.
a situação parecia muito urgente, mandei mensagem.
entendo não ter sido vista, não é sobre isso, é sobre não conseguir ajudar.

não sei mais se eu gostar de ajudar envolve as outras pessoas ou um pouco do meu ego, mas se envolver, até onde tem mal nisso?

digo, é a única forma de me sentir útil, de querer estar um pouco no mundo. então é egoísta sim, mas ao mesmo tempo eu merecia um desconto? ou não?

o amigo está bem, no momento, mas se outra pessoa precisar e eu não conseguir ajudar de alguma forma, mas por ser inútil mesmo… porque sempre tento.

desculpem a vocês. que não consigo ajudar. ou ser confiável o suficiente pra isso.

as pessoas simplesmente acho que cansaram. porque eu só vivo tentando mas nunca consigo. nem vou. o problema é que, eu tinha tido isso como missão e acabou que não tenho mais. na boa mesmo, to aqui pra que?

é como se todos os problemas e pensamentos fossem forçados, como se eu quisesse senti-los. Mas eu não controlo quando eles vêm. E ainda assim sinto como se a culpa fosse sim minha, porque eu podia tentar mais e reclamar menos, já que tanta gente aí tá passando batalhas realmente ruins, de verdade, passaram por coisas difíceis de verdade.

e não minhas frescuras.

queria deixá-las. mas não consigo.

não sei, eu só não sei. queria dormir até o corpo ficar cansado e começar a se consumir por dentro… isso já parece estar acontecendo. e não há razões pra isso.

 

eu escolho ficar bem.

mas não vou comemorar.

eu vou me fechar, virar um casulo, mas eu nunca vou sair dele

nunca gostei de desabafar mesmo, nunca tive esse hábito e mesmo depois que fiz algumas vezes, me arrependia e sentia um peso e ainda pior

não quero perturbar ninguém nunca mais

então eu escolho estar sempre bem, mas não como você fala que tá sempre bem mas dá sinais e dicas que não está. Não, dessa vez você vai conseguir.

Eu sei que você odeia mentir pra qualquer pessoa e vai se sentir culpada no começo, ou talvez se sinta sempre e acabe desabando uma hora. Mas olha só, é necessário. As pessoas não procuram mais. Não esperam por sua ajuda. Se essa for minha missão, ajudar, então falhei. Talvez reclamasse, talvez sentisse o egoísmo alheio quando sequer perguntavam se você tava bem… mas por isso mesmo é melhor formar esse casulo resistente, de adamantium. Ninguém nunca quis perfurar quando ele era de pele, então faça-o mais resistente e aprenda a tirar a transparência dele.

Ninguém vai ver ou se interessar pelo interior, então a casca brilhante e colorida prevalecerá e você pode continuar tendo alguma utilidade sem sentir tanto o desejo de rasgar essa casca por dentro, lentamente, dolorosamente da forma que tu acha que merece…. e merece.

E quando você busca motivo pra esse ódio, porque você não odeia ninguém, não consegue, mas direciona todo a você. Então quando você busca você pode até não achar um motivo sólido, mas sabe que merece, sente que sim.

mas vou ficar bem, ainda que risque por dentro contando os dias pra finalmente mostrar e deixar a lama escapar. Ou morrerá assim, no veneno por dentro. Tanto faz.

 

[conversa comigo mesma]

a descoberta

e a dúvida.

Vi esse filme ontem, na verdade eu comecei a ver tem bastante tempo – umas semanas – mas só terminei ontem. Enfim, amei.

Um comentário rápido, apesar de saber que muita gente escolheria esse caminho, eu queria que descobrissem algo assim…

Eu ia escrever sobre umas dúvidas sobre este tema e sobre mim, mas decidi agora de última hora mudar o tema.

Afinal eu nem sei direito o que eu ia escrever aqui…

Em vez de desmembrar tais questões que acabariam por me expor demais, mesmo que eu nunca ache que vá associar esse blog comigo, vou me perguntar sobre isso.

Sobre o que eu posso escrever aqui, o quanto de mim posso continuar mostrando, as ideias, a velocidade que elas surgem e são jogadas contra mim… o quanto eu posso mostrar porque eu lembro que quando criei isso aqui, eu cheguei a divulgar pra algumas pessoas e até no meu perfil pessoal… então não sei quem/se alguém que sabe que sou eu, lê aqui. E eu me sentiria pessoalmente invadida… já estou evitando meu perfil em certa rede social por causa disso, por ter pessoas conhecidas lá que sempre que posto algo, ou perguntam me deixando um pouco constrangida, ou simplesmente tiram conclusões sem me perguntar antes. Mas eu entendo e aprecio a preocupação. Só que esses pensamentos não vão embora. Acaba sendo em vão e eu odeio preocupar pessoas, mas às vezes preciso deixar sair. Enfim, não quero me sentir exposta aqui, mas vulnerável sim porque quero ter essa liberdade de escrever o que vier à cabeça, não importa quão perturbador ou auto destrutivo seja. Não cheguei lá até hoje, ainda há o que me segure, meu medo é não ter mais. Mas até assim eu nem me preocupo tanto.

 

Devo continuar.

Se u me lê e sabe que eu sou eu, bom… agora você sabe o quanto eu odeio esse ser que vos escreve. Ou talvez não odeie tanto assim, mas amar… não.

Quem sabe um dia eu aprenda. Não está nos planos, porque eu não consigo me importar de verdade, embora me preocupe às vezes.

Tá. Chega.

Final de tarde, 17:20h. 22 de maio de 2017.

Perco os meus caminhos 

Me perco não me encontro mais em mim 

No espelho uma estranha 

Nada faz sentido 

Tudo faz sentir 

Nada faz sentir 

Vazio 

Apatia

Agitação 

Irritação 

Raiva

Ansiedade

Quem protagoniza dessa vez?
Os pensamentos conflitantes colidem e brigam entre si 

O corpo quer a cama quer a alma quer a calma quer correr quer o leito quer a morte 

A mente quer a luta quer parar quer trabalhar quer a morte 

É o desejo comum 

Sob quais lentes ver o mundo certo? Por que tão errado confuso doente maldoso? 

De todas as cores não é preto e branco que enxergo 

O mundo é sim uma explosão de cores

“Depende pra onde você escolheu olhar”

Preto e branco sou eu 

Uma explosão de dores 

Que não fazem sentido nem pra mim 

Eu queria ser o seu estúpido cachorro

Que você me olhasse como olha pra ele 

Cuidasse com satisfação como cuida dele 

Se importasse como se importa com ele 

Tratasse como filho, coisa que sou, mas quem recebe o tratamento é ele 

Não seria um peso 

Não daria trabalho 

Não daria desgosto afinal eu seria um cachorro 

Não seria inútil, preguiçosa, ingrata, depressiva, ciumenta e, mesmo se fosse, tudo bem, eu seria apenas um cachorro

Mas não é ciúme meu. Todo mundo já viu. Essa devoção, porque passou de amor, mas ainda é

Eu queria que você me amasse como ama a ele.

eu to tentando

eu to tentando não pensar em tudo que pode e provavelmente será

dívidas viram bola de neve e ainda que eu consiga emprestado, não saber como pagar depois me apavora

eu to tentando não chorar porque isso me abre espaço pra escuridão toda entrar e eu não quero

ela nunca foi embora na verdade, mas eu pelo menos to conseguindo evitá-la, disfarçar.

 

até quando?

 

sobre confiança.

este não é um post sobre confiança em mim mesma ou sobre confiança em alguém. é sobre as pessoas confiarem em mim.

sempre confiaram, sempre me procuraram pra contar e esvaziar de seus problemas. não sei o que aconteceu, mas as pessoas estão parando. parece que evitando, eu deixei de ser confiável? em que ponto?

cansei das pessoas conversando comigo sobre como elas não têm amigos ou não tem ninguém, como não tem ninguém pra contar… peraí. tudo bem, às vezes o contexto é outro, aliás até meu contexto mesmo é outro, mas enfim, seguimos.

elas não estão contando mais comigo… estaria eu ficando boba, inútil? será que nem isso posso fazer mais, ou as pessoas acham que me incomodam como eu incomodo eles?
porque não incomodam. ao parar de me deixar ajudar, me incomoda. ao parar de confiar em mim, isso sim me incomoda… mas não os culpo.

eu ando bem inútil ultimamente, cada vez mais, então… não os culpo.

back again

estou de volta mais uma vez, tentando deixar isso aqui mais como diário público, mas que até onde sei e por enquanto, ninguém sabe a autoria.

to pensando em colocar qualquer coisa que me venha à cabeça, além de reler os outros posts, em especial os trancados… ou passar a trancar todo, porque posso escrever com mais liberdade e menos medo.

porque eu não tenho segredos ou faço coisas erradas, mas penso… todas elas voltadas a mim e ao ódio que um ser humano pode sentir contra si mesmo.

espero nunca encontrar hater aqui, já que não divulgo essa droga e nem pretendo.

e acho que posso perceber pelos posts daqui como eu sou/to perdida. hahaha

 

here we go. vou caçar meus posts guardados.

bostejando

Eu estou aproveitando enquanto posso.
A faculdade e você.
Tentando tirar o melhor que posso, tentando me lembrar de cada detalhe bom, antes que tudo se vire contra mim de novo e se torne trauma, e eu esqueça.
Logo eu vou começar a surtar, ficar muito preocupada e vou acabar desistindo da faculdade.
Logo eu vou começar a cismar, embora não queira, e logo você vai cansar de mim, da minha esquisitice e da distância: vai ver que não dá, não dá pra levar.
E eu vou entender, primeiro que eu já estou me preparando para isso: é óbvio demais. E segundo, porque você tem todo direito de desistir de algo que não acredita, que não vai e não tem como dar certo. Já preparo os curativos e prometo tomar mais cuidado, ou melhor, evitar o risco a próxima vez. Que nem existirá.
Enquanto isso eu aproveito o tempo bom com você.
Espero não sair dessa nem tão ferida e não sendo responsável por te ferir.
Tudo bem sair da faculdade, tudo bem você ir embora.

Ainda que o resto permaneça eu continuarei sendo um lixo, nada muda isso. Não vai ser agora que será diferente, eu nem mereço.
Se não der, não deu, a não ser que seja algo muito errado, eu vou continuar te achando especial e merecedor do melhor.

Eu tenho de perder qualquer pessoa, mas a diferença do amadurecimento é que agora eu respeito quando elas decidem ir… e elas sempre decidem, não há nada que eu possa fazer pra não estragar ainda mais tudo.
Posso viver sem você, sempre vivi. Eu só não quero. Mas nem sempre podemos ter aquilo que queremos e tudo bem nisso.

Está tudo bem.