eu escolho ficar bem.

mas não vou comemorar.

eu vou me fechar, virar um casulo, mas eu nunca vou sair dele

nunca gostei de desabafar mesmo, nunca tive esse hábito e mesmo depois que fiz algumas vezes, me arrependia e sentia um peso e ainda pior

não quero perturbar ninguém nunca mais

então eu escolho estar sempre bem, mas não como você fala que tá sempre bem mas dá sinais e dicas que não está. Não, dessa vez você vai conseguir.

Eu sei que você odeia mentir pra qualquer pessoa e vai se sentir culpada no começo, ou talvez se sinta sempre e acabe desabando uma hora. Mas olha só, é necessário. As pessoas não procuram mais. Não esperam por sua ajuda. Se essa for minha missão, ajudar, então falhei. Talvez reclamasse, talvez sentisse o egoísmo alheio quando sequer perguntavam se você tava bem… mas por isso mesmo é melhor formar esse casulo resistente, de adamantium. Ninguém nunca quis perfurar quando ele era de pele, então faça-o mais resistente e aprenda a tirar a transparência dele.

Ninguém vai ver ou se interessar pelo interior, então a casca brilhante e colorida prevalecerá e você pode continuar tendo alguma utilidade sem sentir tanto o desejo de rasgar essa casca por dentro, lentamente, dolorosamente da forma que tu acha que merece…. e merece.

E quando você busca motivo pra esse ódio, porque você não odeia ninguém, não consegue, mas direciona todo a você. Então quando você busca você pode até não achar um motivo sólido, mas sabe que merece, sente que sim.

mas vou ficar bem, ainda que risque por dentro contando os dias pra finalmente mostrar e deixar a lama escapar. Ou morrerá assim, no veneno por dentro. Tanto faz.

 

[conversa comigo mesma]

a descoberta

e a dúvida.

Vi esse filme ontem, na verdade eu comecei a ver tem bastante tempo – umas semanas – mas só terminei ontem. Enfim, amei.

Um comentário rápido, apesar de saber que muita gente escolheria esse caminho, eu queria que descobrissem algo assim…

Eu ia escrever sobre umas dúvidas sobre este tema e sobre mim, mas decidi agora de última hora mudar o tema.

Afinal eu nem sei direito o que eu ia escrever aqui…

Em vez de desmembrar tais questões que acabariam por me expor demais, mesmo que eu nunca ache que vá associar esse blog comigo, vou me perguntar sobre isso.

Sobre o que eu posso escrever aqui, o quanto de mim posso continuar mostrando, as ideias, a velocidade que elas surgem e são jogadas contra mim… o quanto eu posso mostrar porque eu lembro que quando criei isso aqui, eu cheguei a divulgar pra algumas pessoas e até no meu perfil pessoal… então não sei quem/se alguém que sabe que sou eu, lê aqui. E eu me sentiria pessoalmente invadida… já estou evitando meu perfil em certa rede social por causa disso, por ter pessoas conhecidas lá que sempre que posto algo, ou perguntam me deixando um pouco constrangida, ou simplesmente tiram conclusões sem me perguntar antes. Mas eu entendo e aprecio a preocupação. Só que esses pensamentos não vão embora. Acaba sendo em vão e eu odeio preocupar pessoas, mas às vezes preciso deixar sair. Enfim, não quero me sentir exposta aqui, mas vulnerável sim porque quero ter essa liberdade de escrever o que vier à cabeça, não importa quão perturbador ou auto destrutivo seja. Não cheguei lá até hoje, ainda há o que me segure, meu medo é não ter mais. Mas até assim eu nem me preocupo tanto.

 

Devo continuar.

Se u me lê e sabe que eu sou eu, bom… agora você sabe o quanto eu odeio esse ser que vos escreve. Ou talvez não odeie tanto assim, mas amar… não.

Quem sabe um dia eu aprenda. Não está nos planos, porque eu não consigo me importar de verdade, embora me preocupe às vezes.

Tá. Chega.