Final de tarde, 17:20h. 22 de maio de 2017.

Perco os meus caminhos 

Me perco não me encontro mais em mim 

No espelho uma estranha 

Nada faz sentido 

Tudo faz sentir 

Nada faz sentir 

Vazio 

Apatia

Agitação 

Irritação 

Raiva

Ansiedade

Quem protagoniza dessa vez?
Os pensamentos conflitantes colidem e brigam entre si 

O corpo quer a cama quer a alma quer a calma quer correr quer o leito quer a morte 

A mente quer a luta quer parar quer trabalhar quer a morte 

É o desejo comum 

Sob quais lentes ver o mundo certo? Por que tão errado confuso doente maldoso? 

De todas as cores não é preto e branco que enxergo 

O mundo é sim uma explosão de cores

“Depende pra onde você escolheu olhar”

Preto e branco sou eu 

Uma explosão de dores 

Que não fazem sentido nem pra mim 

Eu queria ser o seu estúpido cachorro

Que você me olhasse como olha pra ele 

Cuidasse com satisfação como cuida dele 

Se importasse como se importa com ele 

Tratasse como filho, coisa que sou, mas quem recebe o tratamento é ele 

Não seria um peso 

Não daria trabalho 

Não daria desgosto afinal eu seria um cachorro 

Não seria inútil, preguiçosa, ingrata, depressiva, ciumenta e, mesmo se fosse, tudo bem, eu seria apenas um cachorro

Mas não é ciúme meu. Todo mundo já viu. Essa devoção, porque passou de amor, mas ainda é

Eu queria que você me amasse como ama a ele.

eu to tentando

eu to tentando não pensar em tudo que pode e provavelmente será

dívidas viram bola de neve e ainda que eu consiga emprestado, não saber como pagar depois me apavora

eu to tentando não chorar porque isso me abre espaço pra escuridão toda entrar e eu não quero

ela nunca foi embora na verdade, mas eu pelo menos to conseguindo evitá-la, disfarçar.

 

até quando?

 

sobre confiança.

este não é um post sobre confiança em mim mesma ou sobre confiança em alguém. é sobre as pessoas confiarem em mim.

sempre confiaram, sempre me procuraram pra contar e esvaziar de seus problemas. não sei o que aconteceu, mas as pessoas estão parando. parece que evitando, eu deixei de ser confiável? em que ponto?

cansei das pessoas conversando comigo sobre como elas não têm amigos ou não tem ninguém, como não tem ninguém pra contar… peraí. tudo bem, às vezes o contexto é outro, aliás até meu contexto mesmo é outro, mas enfim, seguimos.

elas não estão contando mais comigo… estaria eu ficando boba, inútil? será que nem isso posso fazer mais, ou as pessoas acham que me incomodam como eu incomodo eles?
porque não incomodam. ao parar de me deixar ajudar, me incomoda. ao parar de confiar em mim, isso sim me incomoda… mas não os culpo.

eu ando bem inútil ultimamente, cada vez mais, então… não os culpo.

back again

estou de volta mais uma vez, tentando deixar isso aqui mais como diário público, mas que até onde sei e por enquanto, ninguém sabe a autoria.

to pensando em colocar qualquer coisa que me venha à cabeça, além de reler os outros posts, em especial os trancados… ou passar a trancar todo, porque posso escrever com mais liberdade e menos medo.

porque eu não tenho segredos ou faço coisas erradas, mas penso… todas elas voltadas a mim e ao ódio que um ser humano pode sentir contra si mesmo.

espero nunca encontrar hater aqui, já que não divulgo essa droga e nem pretendo.

e acho que posso perceber pelos posts daqui como eu sou/to perdida. hahaha

 

here we go. vou caçar meus posts guardados.